novembro 19, 2008

Salazar de saias


É a única coisa que lhe consigo chamar depois das declarações dos últimos dias.

Minha amiga, tem várias hipóteses:

1) Ou começa a pensar antes de falar;

2) Ou aprende a utilizar os recursos estilísticos coerentemente;

3) Ou emigra para um país de regime ditatorial;

3) Ou fecha a boca! Ah, e quem falar primeiro é comunista (hahahaha).

novembro 16, 2008

Nouvelle Vague


- Não te deixaste dormir?

Não meus senhores, muito pelo contrário. Com aquelas mulheres em palco, ninguém se deixa dormir. Concerto simplesmente arrebatador. Cerca de 3 horas de entrega de uma banda sempre com vontade de mostrar mais e melhor.
Classe. Elegância.Erotismo.Harmonia.Provocação.Ingenuidade. Talento.Sobriedade.

A simples enumeração de atributos não chega para qualificar o bom espectáculo proporcionado pela banda francesa. Apesar dos bilhetes não terem esgotado, toda a alma da bossa nova, do indie ao new wave invadiu o Campo Pequeno.

Primeira parte ficou a cargo de Mélanie Pain, membro dos Nouvelle Vague, há vários anos, dona daquela voz soprosa e angelical (dá vontade de levar para casa), que nos embalou ao som de Love will tear us apart, Teenage Kicks e In a Manner of Speaking.




No entanto, os Nouvelle entraram em palco pela voz das novas vocalistas... Nadeah Miranda, protótipo carnal da bela mulher francesa, que do alto das suas belas pernas levou ao rubro homens... e confesso que mulheres também, sempre na esperança que o vestido subisse o suficiente para mostrar algo mais... Um mulherão em palco, quer pela atitude, quer por todo o bambolear corporal a mostrar como se sente música... Até crowd surf fez (marota...)



E ainda Jody Sternberg (ex-Morcheeba), uma espécie de Morticia Addams, extremamente sorridente (por vezes metia medo), sempre a esbanjar "latinidade".




Não esquecer Geráld Toto, que deu um toque ska reggae com a sua guitarra acústica em Sweet Dreams!

Poderia falar dos inúmeros encores que fizeram, mas não estive presente em todos, mas valeu mais do eu poderia pensar, ver uma banda despretensiosa que além de cumprir o calendário da tour, seduziu a mente, o corpo e a alma dos presentes. Chatice mesmo, foi ter tanto casal (por vezes histéricos) em troca excessiva de saliva, tanto que uma pessoa até se sente um corpo estranho.

Enfim, qual o próximo concerto agora?


P.S. Sim, já passaram uns belos dias desde o concerto, o que torna este post uma "missiva" fora de prazo maaas... o tempo está apertado.

novembro 09, 2008

Domingo a domingo enche a L a cabeça

Inevitável, mas doloroso... ver que os caminhos de todos os que gosto se definem solidamente e se separam mais e mais uns dos outros. Cada vez mais cada um de nós tem a sua vida e essa vida é cada vez mais sua, cada vez mais independente, mais longínqua, quer metafórica ou literalmente. Vejo cada um de nós a seguir o seu caminho, e sinto-me bipolar, ora contente ora triste por ver que os caminhos dos que gosto não são paralelos aos meus, e que talvez eu não esteja a seguir O caminho da minha vida mas a limitar-me a existir e a ver cada dia passar... ao de leve.